Agora, imagem o que é para esse jornalista-foca poder ir trabalhar numa empresa como estagiário na surcusal do Rio de Janeiro, uma pequena redação com 3 jornalistas apenas. Um curso intensivo de jornalismo opinativo semanal com os melhores profissionais. Poder ver de perto (e produzir) conteúdos - da idealização (pauta) até a apuração e redação, e por fim editoração e transformado em veículo, seja em site, seja em revista.
Senão todos, porque são várias as vertentes e diferentes as direções e os interesses na área de comunicação, a grande maioria dos estudantes teria seus olhos brilhando diante dessa oportunidade única, em todos os sentidos, afinal, UMA SÓ VAGA.
Meus olhos brilharam, mas parecia mistura indelicada com o suor de tanto correr, graças ao terrível engarrafamento que peguei na ponto, me atrasadno em quase 15 minutos, indelicado e desclassificatório, eu cheguei a imaginar. Espero que não. A primeira parte foi comum a todas as seleções de emprego e estágio, apresentação do perfil procurado, da empresa, dos benefícios, o de praxe. Assim como a parte comum de se apresentar, um por um, dos 14 pré-selecionados, que como em um reality-show, disputavam a promissora única vaga e contemplação de campeão. Ego de jornalista ainda nascente, mas já latente. As duas entrevistadas, sendo uma a editora da surcusal da Época no Rio, Ruth de Aquino, foram bem mais felizes e simpáticas do que o Trump ou a versão tupiniquim dele, o Justos.
E pela primeira vez, dentre algumas passagens por salas de R.H. e dinâmicas de grupo, algo especial esteve em voga, todos sairam, sem dúvidas, com a sensação de que já teria valido a pena, pois houve aquela troca tão desejada por todo mundo, o feedback simultaneo, perceptivel seja através de um olhar, seja através de uma crítica ou uma correção. Talento não é o que sobra para as duas, principalmente a Ruth, que conheço seu trabalho, embora não reconheci pessoalmente por näo ser bom fisionomista. E não sabia que além de colunista ela ocupava o cargo de chefia no Rio, erro gravíssimo segundo a mesma, afinal todo mundo tem história.
Desde época de cursinho e vestibulares, eu comecei a ter uma péssima mania, de subjulgar meus concorrentes. Algo horrível, afinal, além de não se saber o perfil desejado pela empresa, não é possível prever o que os outros vão falar. Experiências anteriores contam mais ou menos que vivência? É difícil ter algo palpável em algo tão subjetivo como uma entrevista. Mas o lado bom de subjulgar, é que me acalmo. E se fosse eu o selecionador, avaliaria conforme um perfil determinado e isso tiraria alguns presentes. Mas ainda sim, muita gente boa sobra e concorre, me dando medo e coragem de ir além, demonstrando minhas capacidades. A prova de dinâmica, em grupo, eu cai em um grupo muito bom, todos estavam afinados e muito criativos, talvez por inocência diria que foi um dos melhores grupos do sorteio, já que de acordo com minha atrevida e prepotente avaliação própria, eu cai com os que julguei melhores. Mais dificil? Sim, foi uma competição saudável pra ver quem falava mais e melhor, cada um querendo os espaço e o mérito de ter chegado lá.
A seleção da Época, senão foi uma das melhores de todas, já marcou época, por mais ridículo que seja o trocadilho. E já foi bom de ter participado. Mas sem querer polianamoçar, seria mais contente se meu telefone tocasse. Muito mais.


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