Mas não, não quero falar de como ele escreve tão bem as vilãs, mas falar sobre como as vilãs são boas pessoas e exemplos a serem seguidos, por mais criminosas que possam ter sido. Se todos fossem Íris, o mundo estaria livre de hipocrisia, mentira e cheio de amor.
Quem se lembra da personagem? Seu único erro? Amar demais e falar verdades sem frio na boca. Isso é erro? Não sei. Acho que não. O mundo não está preparado para ouvir as verdades. Ela dizer que achava errado Camila roubar o namorado da mãe e chamá-la de Judas-Careca era algo ruim, mas prestando atenção, ela não falou mentira e apenas disse o que sentia e pensava sobre toda a situação. Elas são feministas, mas são mulheres amadas e amantes, vívidas de amor. Não botam fogo em sutiã em praça pública, mas também não aceitam ouvir não de homem, assim como não deseja terminar sozinha, sem amor e sem ser amada. Elas amam.
Ao oposto, podemos ver as Helenas, erradas, frágeis, infiéis, sofredoras, verdadeiras Evas. Culpadas pelo pecado do mundo. Elas fogem do amor e só o aceitam como salvação para sua frustração. Mulheres, sejam menos Helenas. Não mintam! Sejam Íris.


1 comentários:
Ai isso é algo tão Deborah Blando!
Postar um comentário